Comunicado aos Centros Espíritas – 13 de março de 2020

Blog

Caros companheiros de ideal espírita,

Mediante o momento sensível que a Humanidade atravessa e as dúvidas que assolam as almas, no nosso país e no mundo, a Federação Espírita Portuguesa julga ser seu papel pronunciar-se no sentido de procurar orientar e esclarecer, à luz dos conhecimentos espíritas, atendendo também às inúmeras solicitações e consultas de que tem sido justamente objeto.

Por mais estranhos e desconcertantes que se apresentem os acontecimentos no mundo, nada ocorre desenquadrado da supervisão Superior e tudo se passa de acordo com os Desígnios Divinos, que atuam em benefício do aprimoramento espiritual humano. Deus não se engana e os Espíritos Superiores estão atentos e no controlo de todas as situações.

Cabe aos espíritas constituírem-se exemplos de serenidade, de confiança e de fé. Perante as emoções desordenadas, o sensacionalismo e o pânico, cumpre-nos conservar a calma, o verbo disciplinado e a mente resguardada na prece.

Cumpre-nos, de igual modo, sermos exemplos de responsabilidade cívica, de obediência e de disciplina, acatando conscienciosamente as ordenações humanas. Este cumprimento passa por adotarmos todas as medidas recomendadas para contenção desta situação, em plena e rigorosa colaboração com as autoridades competentes, do mundo material em que vivemos.

Assim, a Federação Espírita Portuguesa recomenda que, os espíritas em geral e os Centros Espíritas em particular, procedam conscienciosamente e em conformidade com essas orientações oficiais, suspendendo as reuniões públicas e criando, se possível, planos de contingência para prosseguimento da sua atividade à distância.

A Federação Espírita Portuguesa declara que, dentro deste espírito de cooperação, suspenderá as suas atividade públicas a partir de hoje e até orientações em contrário por parte das autoridades governamentais.

Com as nossas saudações fraternas,

Vítor Mora Féria

(Presidente da Federação Espírita Portuguesa)

“Sem dúvida é apavorante pensar em perigos dessa natureza, mas, pelo facto de serem necessários (…), é preferível, em vez de esperá-los tremendo, preparar-se para enfrentá-los sem medo, sejam quais forem os seus resultados. Para o materialista, é a morte horrível e o nada por consequência; para o espiritualista, e em particular para o espírita, que importa o que acontecer! Se escapar do perigo, a prova o encontrará sempre inabalável; se morrer, o que conhece da outra vida fá-lo-á encarar a passagem sem empalidecer.
Preparai-vos, pois, para tudo, e sejam quais forem a hora e a natureza do perigo, compenetrai-vos desta verdade: A morte não é senão uma palavra vã e não há nenhum sofrimento que as forças humanas não possam dominar.”
 – CLÉLIE DUPLANTIER (mensagem mediúnica recebida na Sociedade de Paris, em 16 de outubro de 1868. Allan Kardec, “Epidemia na Ilha Maurícia”, in Revista Espírita, novembro de 1868)

 

Artigo anterior
Perante os Fatos Momentosos
Artigo seguinte
Assembleia Geral Cancelada
Menu