O lançamento do 1.º volume da obra Do País da Luz, de Fernando de Lacerda, terá lugar na Feira do Livro de Lisboa 2026, no âmbito das comemorações dos 100 anos da Federação Espírita Portuguesa. Trata-se de uma edição de grande relevância para o património literário e espiritual espírita em Portugal.
Esta publicação constitui um contributo significativo para a preservação e divulgação da literatura espírita portuguesa, reunindo um legado histórico, cultural e espiritual de elevado valor.
Informações do evento – Lançamento de Do País da Luz
- Evento: Mini-conferência e debate – 100 anos da Federação Espírita Portuguesa
- Data: 30 de maio de 2026 (sábado)
- Horário: 20h00 – 20h30
- Local: Praça Verde – Feira do Livro de Lisboa 2026
- Entrada: Livre
Sinopse de Do País da Luz – obra de Fernando de Lacerda
Do País da Luz é uma obra pioneira e de referência na literatura espírita em língua portuguesa, considerada um dos registos mais relevantes da mediunidade em Portugal. Reúne 152 mensagens atribuídas a 49 autores espirituais, psicografadas pelo médium português Fernando de Lacerda.
Estruturada em quatro volumes, a obra teve o seu primeiro volume publicado originalmente em 1908. Esta nova edição da FEP Editora é lançada em 2026, no contexto do centenário da Federação Espírita Portuguesa, com o objectivo de preservar e divulgar este importante património espiritual e literário.
Desde a sua primeira edição, Do País da Luz gerou grande impacto na sociedade lisboeta, provocando debate público e ampla cobertura da imprensa da época. A controvérsia foi intensificada pelo facto de várias mensagens serem atribuídas a figuras marcantes da cultura, literatura e política portuguesas, como Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco, destacando-se ainda a diversidade de estilos literários presentes.
Para além do seu valor espiritual, esta obra possui também um importante interesse literário e histórico, permitindo analisar a evolução temática e estilística das comunicações mediúnicas ao longo do tempo. Esta nova edição da FEP mantém a estrutura e o texto originais, acrescentando notas explicativas que facilitam a leitura contemporânea e reforçam o estatuto da obra como património espiritual e mediúnico português.
